Ele e ela; Parte I – Inocência perdida



              Ele e ela
Parte I – Inocência perdida
            Ele tem vinte e oito anos de idade, vive só, possui um par de olhos negros radiosos, os seus cabelos são tipicamente curtos, escovinha na verdade. Ele é sério, muito sério, por vezes chega mesmo a ser antipático, é bancário, prefere passar o seu tempo livre sem fazer literalmente nada. Nunca acreditou no amor, muito menos no amor a primeira vista; o que ele acha pura ficção!
Ela é nova no bairro, tem dezoito anos, é linda, delicada, asseada, tímida e virgem. É muito simpática, por vezes ingénua. Ela está entusiasmada por conhecer coisas que a idade outrora a impedia de viver. O amor para ela é algo que está por acontecer, algo que a espera do outro lado dos sonhos, um raio de sol que virá pela manhã iluminar a sua vida.
Conheceram-se numa cantina de um mamadú qualquer do bairro, ela sorriu para ele; ele correspondeu meneando a cabeça, trocaram algumas impressões. Ele não deu importância ao sucedido, ela pensou a noite toda no sucedido. Ela esperou a ligação dele, mas ele não ligou, então ela decidiu ligar, ele não atendeu. Ele ligou dias depois, por engano; trocaram mais algumas impressões. Ele voltou a ligar para ela convidando-a a conhecer sua casa, ela afoitada e eufórica, aceitou. Ela via nele o amor de sua vida, ele via nela simplesmente um belíssimo corpo.
Ela preparou-se num banho demorado, usou a sua roupa interior preferida, perfumou-se toda da sua fragrância mais cara e saiu ao encontro de seu amor.
Ele a recebeu a porta de casa, convidou-a a entrar, ela notou que ele vive só, apercebeu-se que é quase independente na verdade, o que elevou o seu charme aos olhos dela. Ele convenceu-a a dirigirem para o quarto ela cedeu.   
Já no quarto, de súbito ele beijou o seu pescoço, ela estava nervosa; ele arrancou-a o sutiã; empurrou-a num dos cantos do quarto distante da cama, pois não pretendia sujar os lençóis, beijou toda região do corpo dela, excepto a boca, colocou-a de quadro, numa posição de cachorro, e penetrou-a por trás com toda força, ela gritou pela dor, ele virou-a numa posição em que pudesse ver seus olhos, ela pelejou ainda um pouco, mas não podia dada a sua estrutura frágil em relação a ele.
– Pára, pára, pára, dói-me a bexiga! – gritava ela. Debatia-se ela de mãos para o ar, agitada. Ele deu-lha uma bofetada na cara, ela ficou repentinamente calma. Ele continuou olhando nos olhos dela ensopados de lágrima. Ela lacrimejava intensamente quase sem ar, escorria um pouco de sangue pelas suas nádegas, ele com os olhos agora sem luz e num esgar quase de ódio, fazia com toda brutalidade que podia. Já satisfeito soltou por fora, sobre a barriga nela. Dirigiu-se a sua banca, retirou de lá alguns guardanapos e deu para ela limpar-se. Ela estava vivendo a pior experiência de sua vida, ele estava dando a ela o que merecia; pois para ele todas eram iguais, frias, funestas e sem coração; tal e qual a sua ex-noiva que o havia atraiçoado com o seu melhor amigo.
Ela foi para casa transtornada, dirigiu-se rapidamente para o seu quarto, trancou a porta, apagou a luz e chorou; chorou copiosamente enojada de seu próprio corpo. O amor diluía-se no seu peito, perdia agora a sua doçura, ela podia agora sentir a amargura do amor nascendo na ponta de sua língua.
Pela vergonha, não contou para ninguém, mas jurou; jurou pelo céu e o inferno, que nunca mais voltaria a amar, pois o amor foi a sua maior dor e o ódio foi seu único refúgio.
Ele estava vingado, ela estava para vingar-se ao próximo rapaz que surgiria na sua vida.
                                                                          Fim    
                                                                       
                                                       Autor: Gaspar Lourenço

                                                   Leia tambémELE E ELA II

8 comentários:

carla disse...

ehhh mambo marado! andas a buscar estas ideias aonde?? ah gaspar!!!

Makiesse disse...

muitas mboas que ficam malandras muitas vezes somos nos mesmos os rapazes k xtragamos as miudas

Anónimo disse...

uauauauauauauauau....k história curti bueeeeeeeeeeeee. agora temos k percebe k a vingação ñ nos vai levar a lugar nenhum pessoal,principalmente os homens LOL,,,,,juiço pessoal.amei força e tdo de bom.fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.maura bulo

Gaspar Lourenço disse...

hum, Maura Bulo, xtas a tirar proveito do conto para defender as mulheres. lembra k na historia ele é atroçoado primeiramente pela sua ex-noiva com o seu melhor amigo!

Anónimo disse...

O gajo é hardcore, ah ah ah ah. curti, é fixe a historia, continua estás a sair bem! Any.

Gelson Gomes disse...

Este é o Pepetela da nova geraçao! Eu sempre te disse que tinhas talento bro,continua assim. Valeu!!!

Gaspar Lourenço disse...

Obrigado Gelson Gomes, meu carissimo amigo. Ya tenho me dedicado a escrita agora. tenho gostado muito mesmo. Força grande amigo!

Paula disse...

Nós as mulheres como sofremos, mano deixa!!! Gostei do texto, nao da acçao que o texto narra.

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