Uma das maiores festas ou mesmo a maior festa global era o natal. Recordando a minha infância, lembro-me de que era a minha data preferida, mesmo não tendo ainda o conhecimento do conteúdo histórico de que realmente se tratava o natal. Lembro-me também, quando a família toda reunia-se em casa, os primos, os tios, as avós; recordo-me das brincadeiras, das cerimónias, das histórias, dos doces e bolos da mamã, das decorações em casa e na rua – os meus lábios não paravam de sorrir naqueles dias. Mas ao longo dos anos comecei a reparar que as pessoas agora tentam abortar o natal, nesta era de correria pelo dinheiro, as pessoas começaram a preocuparem-se mais com as suas conquistas do que com o seu próprio bem-estar, motivo este que as leva a desligarem-se das coisas espirituais. O espiritual é o oposto do material e como são tão desproporcionais, um repele o outro. As pessoas passaram a aderir o material e o espiritual passou a ser banalizado, começaram a criar ideias pessimista em relação as coisas afectivas e o natal não escapou. A minha mãe que fazia os deliciosos bolos já não faz mais por que aderiu a uma religião céptica ao natal, o meu pai, que costumava chegar mais cedo com brinquedos debaixo dos braços e cabazes, hoje chega mais tarde com um envelope com dinheiro debaixo dos braços e para não gastar dinheiro ao natal, em decorações e outras coisas mais, defende que o natal não passa de um dia qualquer como os outros e que nem Jesus nasceu neste dia. Agora já não se vê o brilho inocente no olhar das crianças, já não há o lado criança na atitude dos adultos, já não se vê paixão nos olhos das pessoais neste dia que a humanidade criou para celebração colectiva.
Acredito que, Jesus Cristo não tenha exactamente nascido no dia 25 de Dezembro mas, na minha óptica, mesmo que o natal não seja uma data de celebração Cristã é, pelo menos, uma data de celebração familiar. E continua sendo um dia espiritual e euforíco para mim. E se me sinto bem neste dia, não quero saber de que se trata, prefiro me manter ignorante perante esta matéria. Pretendo, simplesmente, viver a cada ano esta euforia. Continuarei decorando a minha casa, manterei sempre a minha casa iluminada, continuarei a convencionar bolos e doces ao natal, mesmo que não sejam tão saborosos quanto os da minha mãe, insistirei em presentear os meus amigos e familiares, mesmo que não receba nada deles, agradecimentos verbais me bastam. E continuarei, mesmo que as pessoas chamem-me de utópico, mesmo que as pessoas comprovem a falsidade do natal, mesmo que a ciência prove a não existência de Jesus Cristo. Neste caso prefiro a doce falsidade do que a triste realidade.
Acredito que, Jesus Cristo não tenha exactamente nascido no dia 25 de Dezembro mas, na minha óptica, mesmo que o natal não seja uma data de celebração Cristã é, pelo menos, uma data de celebração familiar. E continua sendo um dia espiritual e euforíco para mim. E se me sinto bem neste dia, não quero saber de que se trata, prefiro me manter ignorante perante esta matéria. Pretendo, simplesmente, viver a cada ano esta euforia. Continuarei decorando a minha casa, manterei sempre a minha casa iluminada, continuarei a convencionar bolos e doces ao natal, mesmo que não sejam tão saborosos quanto os da minha mãe, insistirei em presentear os meus amigos e familiares, mesmo que não receba nada deles, agradecimentos verbais me bastam. E continuarei, mesmo que as pessoas chamem-me de utópico, mesmo que as pessoas comprovem a falsidade do natal, mesmo que a ciência prove a não existência de Jesus Cristo. Neste caso prefiro a doce falsidade do que a triste realidade.
By: Gaspar Lourenço
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1 comentários:
Mano curti bwe, é mesmo verdade há pessoas que querem acabar com o natal mas enquanto pessoas como vc e eu existirem o natal se manterá vivo. tbm curto o natal. Força!!!!!!!!!!!!
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